Abortaram-me por Júlia Costa

ABORTARAM-ME

Quando o silencio me consumia
Era mais aceita.
Meus pensamentos eram tão baixos
Que achava que não pensava.
Com o tempo os meus olhos falavam
E as minhas reminiscências
Fazia com que eu odiasse a minha existência
Pedia socorro com os lábios cerrados
Selaram minha boca como a de um escravo
A opressão esmagou meu coração.
Abortaram-me mil vezes
Ininterruptas vezes deixei de viver
Hoje o mal que afligia, não me incomoda mais
Resisto.
E a minha resistência incomoda mais do que o meu silencio.
Abortam-me de todas as formas.

 

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Júlia Costa é estudante de Geografia na Universidade  Federal de Viçosa. Tem 26 anos, escritora dos cadernos negros volume 39 e integrante do NEAB-viçosa.

 

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