LÉSBICAS MULHERES NEGRAS: crise de representação a partir de suas múltiplas identidades

Ana Cristina Conceição Santos

Robenilton dos Santos Luz

“Sermos mulheres juntas não era suficiente. Nós éramos diferentes. Sermos garotas lésbicas juntas não era suficiente. Nós éramos diferentes. Sermos negras juntas não era suficiente. Nós éramos diferentes. Sermos mulheres negras juntas não era suficiente Nós éramos diferentes. Sermos lésbicas negras juntas não era suficiente Nós éramos diferentes. Demorou algum tempo até percebermos que nosso lugar Era a casa da diferença ela mesma, Ao invés da segurança de qualquer diferença em particular”

Audre Lorde

Iniciamos esse texto com um poema de Audre Lorde, feminista lésbica afro-americana, que na sua composição nos apresenta a interseccionalidade das identidades – lésbica mulher negra – e como essa pluralidade de identidades sobrepujadas coloca em xeque as identidades dominantes.

Pesquisas e teorias desenvolvidas sob distintos enfoques tratam das diversas identidades que constituem o sujeito – raça, gênero, orientação sexual – no contexto social, como desenvolvidas por Fanon (1952), Scott (1989), Butler (1990), McRae (1990), Costa (1996), Munanga (1999), Hall (2003), entre outros. Contudo, constituem-se ainda incipientes os trabalhos que trazem o debate em torno das pluriidentidades, em especial, das lésbicas mulheres negras, como de Audre Lorde e Ochy Curyel.

Este artigo se apresenta como uma reflexão inicial sobre as tensões a partir das identidades representativas das lésbicas mulheres negras. A metodologia utilizada para esta investigação tem natureza qualitativa sendo a pesquisa bibliográfica e o método utilizado é a revisão bibliográfica. Colocamos-nos na perspectiva de pesquisadores ativistas, pois nosso lugar de fala e atuação é a partir da academia e também do movimento social (movimento negro e LGBT) e entendemos que não há como desassociarmos nossas identidades nos espaços em que ocupamos.

Sabemos que não é possível trazer essas questões à tona sem provocar, incomodar, transgredir, desobedecer, infringir o modelo normativo de sujeito imposto, cujas características demarcadas – homem, branco, heterossexual, adulto, burguês, urbano, entre outras – é legitimado no meio acadêmico.

Texto completo:

http://www.reaabanne2013.com.br/anaisadmin/uploads/trabalhos/18_trabalho_001028_1373761543.pdf

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s